quinta-feira, 7 de abril de 2011

Temos um mau costume horrível de imaginar a felicidade como um ponto de chegada, ou uma linha final. Na verdade, isso que chamam de felicidade, é só um caminho. É só a maneira pela qual você escolhe atravessar a vida. Nesse caminho, a gente tem que aprender a andar sozinho, pois essa é uma estrada de duas-mãos. Quem você vê ao seu lado, são pessoas indo na direção oposta, ou talvez alguém que passe por um instante ao seu lado, em uma ultrapassagem, mas que logo que se vão. São só outros veículos, como tantos outros que já passaram e vão continuar passando. Logo se vão por seus caminhos, diferentes dos nossos. Pra onde eles vão, nem sempre é tão legal quanto pra onde a gente quer ir. Por isso, não podemos simplesmente seguir uns aos outros aleatoriamente. Uma coisa curiosa dessas viagens são as caronas. A gente vê uma pessoa que não conhece, e resolve deixá-la entrar no seu veículo. Permite-se que essa pessoa se sente ao seu lado — deixa essa pessoa passar pelos mesmos caminhos. Às vezes, uma trilha sonora os acompanha na viagem. A viagem fica melhor com outra pessoa no banco do lado. Antes dessa pessoa entrar no seu veículo, a viagem também era feliz. Dava pra passar a viagem toda numa boa, a paisagem é agradável. Mas a viagem demora, é longa. Tediosa. As coisas demoram muito pra acontecer… O tempo passa, e a carona diz que chegou a hora de descer. A gente insiste que ficasse mais um pouco — ainda haviam tantos caminhos diferentes pra viajar. Mas de nada adiantam nossos lamentos. Ela se vai. É então que temos que reaprender a viajar sozinhos de novo… É triste. Queria que essa viagem durasse um pouco mais.
—  Wallacy Wagmacker

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